Viagem

Documentos para viagem internacional: o que a agência confere antes do embarque

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Antes de emitir o aéreo, e de novo antes do embarque, a agência confere cinco coisas: o documento de viagem e a validade dele pela regra do destino, o visto ou a autorização eletrônica que o destino pede ao brasileiro, a autorização de viagem do menor de idade, o certificado de vacina quando o destino exige e, nas viagens de turismo ao Mercosul, se a carteira de identidade do cliente serve. Cada regra citada vem do site oficial do governo responsável, consultado em 5 de novembro de 2026, e pode mudar até a data da viagem.

Cuidar de documentos está entre as atividades da agência previstas em lei. A Lei nº 11.771/2008, no art. 27, § 4º, I, põe entre as atividades complementares das agências a "obtenção de passaportes, vistos ou qualquer outro documento necessário à realização de viagens".

Passaporte: validade e prazo

Pela página do serviço na Polícia Federal, o passaporte comum vale 10 anos para maiores de 18 anos e menos para crianças e adolescentes: 1 ano para bebês de até 1 ano, subindo ano a ano até 5 anos de validade entre 4 e 18 anos. O passaporte de emergência vale até 1 ano. O atendimento presencial é obrigatório para todo solicitante, inclusive menor de 18 anos.

O prazo de entrega, pelas perguntas frequentes da PF, é de 6 dias úteis a partir do atendimento presencial. Quem precisa em menos tempo e consegue comprovar a necessidade por documento pode pedir passaporte de urgência ou de emergência, com taxa adicional. A validade não se prorroga: vencido, só emitindo outro. Por isso a conferência começa na cotação, e não na véspera.

Mercosul: a identidade no lugar do passaporte

Em viagem a turismo para países do Mercosul, a PF informa que o passaporte é dispensado se o viajante apresentar a cédula de identidade emitida há menos de 10 anos, com foto que ainda o identifique. CNH, carteira da OAB, do CRM, certidões e outros documentos são recusados. Em viagem a trabalho, estudo, residência ou saúde, o passaporte é obrigatório.

Europa (espaço Schengen)

O portal Your Europe, da União Europeia, diz que o passaporte do visitante de fora da UE precisa ter sido emitido nos últimos dez anos e continuar válido por pelo menos três meses depois da data prevista de saída. Crianças e adolescentes precisam de passaporte próprio. Na chegada, a fronteira pode pedir comprovante de hospedagem, bilhete de volta e prova de meios para a estada. As regras comuns de visto valem para estadas de até 90 dias em cada período de 180 dias. Chipre e Irlanda aplicam regras nacionais de visto.

O Brasil está entre os países isentos de visto para essas estadas curtas, segundo a lista do site oficial do ETIAS. Dois sistemas mudam a entrada:

  • EES. O Sistema de Entrada/Saída registra eletronicamente as entradas e saídas de quem viaja para estada curta, inclusive quem não precisa de visto, e, segundo o site, substituirá gradualmente o carimbo no passaporte. O limite de 90 dias em 180 é contado como um período único para todos os países que usam o sistema.
  • ETIAS. É a autorização de viagem que os viajantes isentos de visto, o brasileiro entre eles, vão precisar para entrar nos países europeus que a exigem. Em 5 de novembro de 2026, o site oficial dizia que o ETIAS não está em funcionamento, que não aceita pedidos e que a União Europeia vai informar a data de início vários meses antes. Quando começar, o pedido custará 20 euros, com isenção para menores de 18 e maiores de 70 anos, e a autorização valerá por três anos ou até o vencimento do passaporte, o que vier primeiro. Pelas perguntas frequentes, o pedido pode ser feito por outra pessoa em nome do viajante, inclusive uma agência de viagens.

Um cuidado para a agência: o próprio site do ETIAS alerta para sites não oficiais e informa que a União Europeia não emite autorização nem licença para intermediários comerciais. O endereço oficial é travel-europe.europa.eu.

Estados Unidos: visto, e o ESTA só com outro passaporte

Pela página de vistos da Embaixada dos EUA no Brasil, o estrangeiro que quer entrar nos Estados Unidos em geral precisa, antes, de um visto colado no passaporte; alguns viajantes entram sem visto pelo Programa de Isenção de Vistos. A lista de países do programa, publicada pelo Departamento de Segurança Interna, não inclui o Brasil. Para o cliente com passaporte só brasileiro, então, o documento é o visto.

O ESTA é o sistema que verifica se o viajante pode ir aos Estados Unidos pelo programa de isenção, e exige passaporte eletrônico. Ele interessa ao cliente com dupla nacionalidade cujo outro passaporte é de um país do programa, como Portugal ou Itália. A CBP recomenda pedir o ESTA assim que a viagem começa a ser planejada ou antes de comprar a passagem, e avisa que a autorização não garante a entrada: quem decide é o agente de fronteira na chegada. Para sair do Brasil com o passaporte estrangeiro, a PF pede que o brasileiro com dupla nacionalidade apresente também a cédula de identidade no controle migratório.

Canadá: eTA para alguns brasileiros, visto para os demais

O governo do Canadá põe o Brasil entre os países que precisam de visto, com uma exceção para parte dos brasileiros que viajam de avião. Pela página de elegibilidade do eTA, o brasileiro pode pedir a autorização eletrônica no lugar do visto se cumprir três requisitos: chegar ou fazer conexão em aeroporto canadense, ficar por tempo temporário, normalmente até 6 meses, e ter tido visto canadense de visitante nos últimos 10 anos ou ter hoje um visto americano de não imigrante válido. O visto americano precisa estar válido no dia do pedido do eTA, não necessariamente na viagem.

O eTA custa 7 dólares canadenses, fica ligado ao passaporte e vale por até cinco anos ou até o passaporte vencer. Passaporte novo pede eTA novo. Quem entra no Canadá por carro, ônibus, trem ou navio, inclusive cruzeiro, precisa de visto.

Menor de idade

Pelas orientações da PF sobre documentação, o passaporte do menor pode sair com a autorização de viagem impressa, conforme o formulário que os pais assinam. No Tipo 1, o menor pode viajar com os pais ou com qualquer um deles; no Tipo 2, desacompanhado ou com qualquer um dos responsáveis; no Tipo 3, o passaporte sai sem autorização impressa, e o menor precisa levar uma autorização de viagem à parte, a não ser que viaje com os dois genitores. Depois do atendimento presencial, o tipo de autorização impressa não muda mais: para trocar, só com novo passaporte. Por isso, a pergunta "com quem a criança viaja?" vem antes do pedido do passaporte.

Vacina

O Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia, o CIVP, comprova a vacina contra febre amarela e é exigido por alguns países. A página do serviço manda conferir também os países de escala e conexão, e remete à lista da Organização Mundial da Saúde. O certificado de febre amarela passa a valer 10 dias depois da vacina e vale pela vida toda. O serviço é gratuito, e o certificado pode estar disponível no aplicativo Meu SUS Digital.

Checklist da agência

ItemO que conferirOnde
PassaporteValidade pela regra do destino; data de emissão, para a EuropaPolícia Federal; Your Europe
Identidade, no MercosulEmitida há menos de 10 anos, foto atual; só para turismoPolícia Federal
Visto ou autorizaçãoVisto americano; eTA ou visto canadense; situação do ETIASEmbaixada dos EUA; DHS; CBP; Governo do Canadá; site oficial do ETIAS
Dupla nacionalidadeQual passaporte o cliente usa em cada trecho e a identidade na saída do BrasilPolícia Federal; CBP
Menor de idadeTipo de autorização no passaporte ou autorização à partePolícia Federal
VacinaExigência do destino e das conexõesCIVP, Anvisa
Chegada na EuropaHospedagem, bilhete de volta e meios para a estadaYour Europe

Com os documentos em ordem, o resto da venda é o que vai junto com o pacote; veja o que vender junto com o pacote de viagem.