Como vender eSIM na agência de viagem
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Para vender eSIM na agência, você precisa de um fornecedor com modelo para agência e de quatro perguntas feitas ao cliente na hora da venda: o celular aceita eSIM, por quais regiões ele vai passar, quantos dias fica e como usa a internet. Com essas respostas, você escolhe o plano, manda o QR Code com a instrução certa e combina quando instalar e quando ativar. Os dois pontos que pedem mais cuidado são a compatibilidade do aparelho e o momento em que o plano começa a contar.
Passo a passo da venda
- Escolha o fornecedor e o modelo. Há três caminhos: vender pela plataforma de parceiro do fornecedor, indicar por link de afiliado ou integrar por API com a sua marca. Quem oferece cada um, e em que condições, está em eSIM para agência de viagem revender. Para a primeira venda, o modelo de plataforma ou de afiliado basta.
- Confira o aparelho antes de cotar. Pela página de suporte da Apple, o eSIM funciona a partir do iPhone XS, iPhone XS Max e iPhone XR. No Android, a compatibilidade vai por modelo. O TripChip, eSIM de viagem da Hero Seguros, MGA brasileira de seguro viagem e assistência ao viajante, lista, por exemplo, Samsung Galaxy S20 em diante, Google Pixel 3 em diante e a maioria dos Android lançados a partir de 2020, sempre em aparelho desbloqueado. Peça ao cliente o modelo exato e confira na lista de compatíveis do fornecedor antes de fechar.
- Pergunte o roteiro inteiro, não só o destino principal. Os planos são vendidos por país ou por região, e uma conexão em outro continente pode pedir um segundo plano. No TripChip, por exemplo, roteiro que passa por mais de uma região pede um plano para cada uma.
- Dimensione os dados pelos dias e pelo uso. Pergunte quantos dias o cliente fica e o que ele faz com o celular na rua: só mensagem e mapa, redes sociais e chamada, ou vídeo e chamada de vídeo o tempo todo. Os fornecedores publicam ferramentas para essa conta: a Holafly tem uma calculadora de dados no site, e o TripChip, um guia de consumo por perfil.
- Combine quando o plano começa a contar. Isso muda de fornecedor para fornecedor. No TripChip, a validade começa quando o cliente ativa o eSIM e se conecta pela primeira vez à rede no destino. Nos planos mensais da Holafly, o plano ativa na compra e vale 30 dias a partir dela. A Viaje Conectado envia o eSIM até um dia antes da viagem, para que ele não seja ativado antes da hora e perca a validade. Leia a regra do fornecedor e repita para o cliente com a data.
- Mande o QR Code com a instrução e peça a instalação em casa. O cliente instala o eSIM antes do embarque, com Wi-Fi, e liga os dados do eSIM ao chegar ao destino, quando o plano funciona assim. A Holafly, por exemplo, orienta ligar o roaming de dados ao chegar. A Apple descreve a instalação pelo app Câmera do iPhone e, a partir do iOS 17.4, também tocando e segurando o código QR recebido no e-mail. Mande o guia do fornecedor junto e peça uma mensagem de volta quando o eSIM aparecer nos ajustes.
- Explique a linha brasileira. O iPhone guarda vários eSIMs, e o número brasileiro continua no aparelho. O cliente escolhe, nos ajustes, qual linha usa para os dados. No TripChip, a orientação é deixar o eSIM como linha de dados móveis durante a viagem, com o número brasileiro ativo. Na Holafly, o WhatsApp continua no número de sempre.
- Deixe o pós-venda combinado. Antes de fechar, saiba quem atende quando o eSIM não conecta e qual é a regra de reembolso. As regras variam: no TripChip, quem ainda não ativou recebe o valor de volta em até 7 dias, e quem ativou e não teve rede no destino é reembolsado após análise; nos planos mensais da Holafly, o eSIM comprado não pode ser devolvido.
Onde o TripChip entra
A Hero vende prioritariamente pelos parceiros, e o TripChip seguiu o mesmo caminho. Segundo o CQCS (26/08/2026), agências de viagens e corretores passaram a poder vender o eSIM pelo Xavier, a plataforma da Hero para parceiros. Para a agência que já emite o seguro da Hero, o eSIM fica na mesma plataforma em que ela emite o seguro.
Há uma relação entre os dois produtos que vale explicar ao cliente, porque ela tem uma direção só. O seguro viagem da Hero inclui, nos planos internacionais, 300 MB de cortesia do TripChip para o viajante chegar conectado. É um benefício do plano, não uma cobertura do seguro. A cortesia resolve a chegada; para o resto do roteiro, o plano de dados se compra à parte. E o TripChip não inclui seguro: plano de dados e seguro viagem são compras separadas, com contratos separados.
No site do TripChip, o plano é pago em reais, por Pix ou cartão, e o eSIM chega por e-mail com QR Code e guia de instalação em português. O guia de consumo do site estima cerca de 300 a 400 MB por dia no uso econômico, de 700 MB a 1 GB por dia para quem usa redes sociais e chamada, e mais de 1,5 GB por dia para quem faz vídeo e chamada de vídeo com frequência. O compartilhamento de internet com notebook ou tablet é liberado, e o atendimento é em português, 24 horas, pelo WhatsApp.
Situações que aparecem no balcão
| Situação | O que a agência faz |
|---|---|
| O cliente não sabe se o celular aceita eSIM | Pede o modelo exato e confere na lista do fornecedor antes de cotar |
| O roteiro cruza dois continentes | Cota um plano por região, ou um plano que cubra as duas, conforme o fornecedor |
| O cliente quer instalar no aeroporto | Recomenda instalar em casa, com Wi-Fi, e ativar os dados só no destino |
| O plano conta a partir da compra | Vende perto da data de embarque e avisa o cliente por escrito |
| O cliente tem medo de perder o WhatsApp | Explica que o número brasileiro continua no aparelho e que só a linha de dados muda |
| Os dados acabam no meio da viagem | Confere se o fornecedor permite recarga no mesmo eSIM antes de vender um novo |
O eSIM na proposta da viagem
Na proposta, o eSIM pode aparecer como item separado, com preço próprio, ao lado de hotel, aéreo e seguro. Assim o cliente vê o que está comprando e decide. Para pensar o conjunto de adicionais que cabem num pacote, veja o que vender junto com o pacote de viagem. Para quem viaja a trabalho com frequência, a conta é outra, e está em chip internacional para quem viaja a trabalho todo mês.